sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cacos

São as suas ondas,
E a complexidade dos seus dias.
Feita de diamantes cravados,
Em latas de azeite.

É da carcaça cansada, e forte.
Do espírito firme.
Seus ciclos, seu útero.
Suas asas escondidas, encolhidas.

Mistura heterogênea
Caminha, balança, sua, canta.
Mas não sonha, sobrevive.
E correndo passa, por seus labirintos.

Corre, corre, não voa.
A maratona vital.
Sua rotina enclausurada.
Quanto concreto, tráfego, falantes.

Uma falsa liberdade.
Oprimida. Comprimidos.
Que sufoca, se sufoca.
Páginas repetidas.

O tempo dilacerado,
Entre cacos de um espelho.

Em meio a pó e sujeira,
O reflexo em pedaços,
Revela sua essência na carne.
Ela, estilhaço.

Juliana Lima.

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